segunda-feira, 22 de julho de 2013

Renove sua mente

Tema Geral: Destruindo Fortalezas Inimigas.

Tema específico: “TER A MENTE DE CRISTO”.

Texto Base: I Cor 2:16 ... Nós temos a mente de Cristo.


Definição de Fortaleza inimiga:

“Um conjunto de padrões psicológicos fortes e resistentes de conceitos e valores inconscientes, gerando pensamentos, sentimentos e comportamentos contrários ao plano, propósito e prática de Deus para a vida do homem”. São Fortalezas Psicológicas.


Tenho ouvido muitas pessoas fazerem esta afirmação “Eu tenho a mente de Cristo”!
Será que todos os crentes têm a mente de Cristo?
O que é ter a mente de Cristo?
Quais são as características daqueles que têm a mente de Cristo?
Todos os crentes podem ter a mente de Cristo?
O que fazer para ter a mente de Cristo?


Todos os crentes têm a mente de Cristo? Não

Se você me fizesse esta pergunta pessoalmente: Jussara todos os crentes tem a mente de Cristo? Eu lhe diria: Se você me responder uma pergunta primeiro então eu lhe responderei a tua.

_Na mente de Cristo tinha pensamentos pecaminosos?

Isaias 55:8

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos, mais altos do que os vossos caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.


Veja bem, quando aceitamos a Cristo, a Bíblia afirma que o nosso espírito é recriado. Nascemos de novo, somos novas criaturas em Cristo Jesus! Amém! Deixe eu lhe perguntar uma coisa, o nosso espírito é recriado e isso é um fato, mas o que dizer do nosso corpo, o que dizer da nossa mente? Não foram recriados? Não. Vejam, que em si tratando da mente isso é algo que nós temos que fazer Rom 12:2... Mas, transformai-vos pela renovação das vossas mentes. O apóstolo Paulo disse no Espírito que o homem espiritual tem a mente de Cristo. O que é ter a mente de Cristo? Significa literalmente ter os mesmos padrões de pensamentos de Cristo; Significa ser guiado pelo Espírito Santo na luz da Palavra bendita de Deus. Todos os crentes podem ter a mente de Cristo? Sim. É bíblico afirmarmos isso. Glória a Deus Por isso. Deus quer que tenhamos a exemplo do apóstolo Paulo a mente de Cristo. Aleluia!

Precisamos entender que Deus quer que tenhamos a mente de Cristo, sim, mas daí afirmarmos que já a temos não é verdade. Pouquíssimas pessoas podem realmente fazer tal afirmação. O que dizer então da grande maioria? Todos os crentes têm a mente de Cristo? Não. Foi exatamente isso que Paulo estava afirmando, nem todos têm a mente de Cristo. Quando nascemos de Novo o Nosso Espírito é recriado (Jô 3:3) Amém! Mas, o que dizer do nosso corpo? O que dizer da nossa mente? Continuam as mesmas coisas, não mudou. Para mudar é preciso passar por um processo contínuo Destruindo as fortalezas inimigas existentes nelas (II Cor 10:4-5; 4:4; 11:3; Col 1:21) e renovando-as pela palavra de Deus, conforme (Rom 12:2.) As fortalezas inimigas existem, elas são invisíveis, mas são reais. Existem Fortalezas Inimigas com objetivos específicos que é contra o conhecimento de Deus, impedem o povo de Deus de crescer, na Graça e Conhecimento de Cristo Jesus. O fato da mente humana ser um dos se não o maior, campo de batalha existencial com profunda influência espiritual é comumente aceito por todos, pastores, obreiros, e demais pregadores e estudiosos da Palavra de Deus. Mas, talvez o que não tenha ficado muito claro é exatamente o porquê desta afirmação. A resposta é muito simples “A mente é o órgão de controle geral do ser humano, quem a controla, controlará também todo seu ser”:

Os pensamentos que geram os atos;
Os atos que geram as atitudes;
As atitudes que geram os costumes;
Os costumes que geram o caráter;
O caráter que gera o destino;
Céu ou Inferno.

A Igreja de Corinto era uma Igreja avivada, cheia dos dons espirituais, porém não havia crescido (amadurecido) espiritualmente. As Fortalezas Inimigas implantadas em suas mentes não lhes permitiam o crescimento, tendo em vista o tempo decorrido, o Espírito Santo diz que eles deveriam ser mestres Heb 5:12. Quantos não se encontram com as mentes corrompidas pelo engano do inimigo hoje em nossas igrejas locais? Quantos não conseguem sair da infância espiritual, por mais esforço que tenham feito?

Onde as fortalezas inimigas se localizam? Na mente humana! Veja II Cor 11:3; 4:4; Col 1:21 Nela ou você vence ou é vencido pelo engano do inimigo. Independente de sermos crentes a muito tempo ou não, todos temos que passar pela renovação da mente, destruindo todas as fortalezas inimigas existentes nela, para que possamos saber qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas, conforme Rom 12:1-3.

Exemplos de Fortalezas Inimigas:
1)Fortaleza da morte espiritual (Ef. 2:1; Jo 5:24);
2) Fortaleza da Falta de conhecimento ( Mat. 22:29; Oz 4:6b);
3) Fortaleza da Prostituição; do Adultério; do Homossexualismo; do Medo; da Insegurança; da Depressão; do Pânico;
(I Cor 6:9; 5:9-11; 10:8; Lev 18:6; Apoc 21:8; II Ped 2:14)...ect.

Armas Poderosas em Deus para a destruição de fortalezas: A Palavra de Deus
1) Jesus x Diabo: Mat 4 Disse Jesus diante das investidas do inimigo ESTÁ ESCRITO...;
2) Paulo x espírito de adivinhação: At 16:18 (O Nome de Jesus);
3) Pedro x espírito de Morte: At 9:40 (O Nome de Jesus);
4) Paulo e Silas na prisão: At 16:25 (Louvor - Deus habita no meio dos louvores);
5) Pedro e João x Aleijado de nascença: At 3:6 (O Nome de Jesus);
6) Pedro x Enfermidade de Eneias: At 9:34 (O Nome de Jesus);
Ref. Complementar: Mar 16:17-18 (Em Nome de Jesus).

Características daqueles que têm a mente de Cristo. A bíblia os chama de Homens espirituais


•    Ele entende as coisas do Espírito de Deus; I Cor 2:14;
•    Ele tem discernimento espiritual; I Cor 2:15;
•    Se alimenta do alimento sólido I Cor 3:1-2;
•    Ele conhece as Escrituras; Mat 22:29;
•    Ele tem a mente renovada pela palavra de Deus (Rom 12:2; I Cor 2:16);
•    Manifesta os frutos do Espírito (Gál 5:22);
•    Está num processo contínuo de crescimento na graça e conhecimento (Luc 2:40; II Cor 3:18);
•    Ele é maduro, perfeito, adulto (I Cor 13:11b; 2:15 );
•    Ele já crucificou a carne com sua paixão e concupiscência ( Gal 5:24);
•    Ele tem a mente de Cristo (Deus) (I Cor 14:16; Is 58: 5; II Cor 3:5; Col 3:1-2));
•    Ele é homem de Oração e Jejum (I Cor 14:18);
•    Prega a palavra de Deus não com sabedoria humana (I Cor 2:13; 3:19);
•    Ele é um ungido de Deus e por Deus (II Cor 1:21);
•    Ele anda no espírito, anda na sua vontade (Gal 5:16,25);
•    Anda pela fé no nome de Jesus Cristo (II Cor 4:18);
•    Ama a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como ele mesmo (I Cor 13);
•    Prega no poder o Espírito Santo (Tes 1:5)...etc;
•    Não se ensorbebece; não se recente do mal; ama ao seu inimigo e ora por aqueles que lhe perseguem, tudo suporta, tudo crê, tudo supera; é paciente, benigno, é manso, humilde de coração...etc.

Quem tem a mente de Cristo, tem seus pensamentos!
Quem tem a mente de Cristo, tem os seus hábitos!
Quem tem a mente de Cristo, tem as suas atitudes!
Quem tem a mente de Cristo, tem os seus costumes!
Quem tem a mente de Cristo, tem o seu caráter!
Quem tem a mente de Cristo, tem o seu destino: O Céu.

Como identificar aquele que tem? E, Como saber se tenho a mente de Cristo? Jesus disse pelos frutos se conhecereis a arvore (Mat 12:33 ;Gal 5:22).

O que fazer para ter a mente de Cristo? É preciso passar por um processo contínuo Destruindo as fortalezas inimigas existentes nelas (II Cor 10:4-5; 4:4; 11:3; Col 1:21;Tit 1:15) e renovando-as pela palavra bendita de Deus, conforme (Rom 12:2.).

Qual é o padrão da mente de Jesus Cristo?

Filipenses 4:8 Qual é o Padrão do Diabo.
Quanto ao mais, irmãos, Quanto ao mais, escravos,
Tudo o que é verdadeiro, Tudo o que é falso,
Tudo que é honesto, Tudo o que é desonesto,
Tudo o que é justo, Tudo o que é injusto,
Tudo o que é puro, Tudo o que impuro,
Tudo o que é amável, Tudo o que é odiavel,
Tudo o que é de boa fama, Tudo o que é de má fama,
Se há alguma virtude, Se não há alguma virtude,
E se há algum louvor, E se não existe algum louvor,
Nisso pensai. Nisso pensai.




Ter a mente de Cristo significa dentre outras palavras ter a mente renovada pela palavra de Deus. A mente renovada passa por um processo de destruição de fortalezas inimigas e construção de um novo padrão de pensamento segundo os princípios do reino de Deus. A mente renovada produz uma nova maneira de pensar, vêr, sentir e agir. Uma mente que reflete a glória de Deus.

Conclusão: Deus disse: Jeremias 31:33; Hebreus 8:10; 10:16; Rom 12:2;
Porque este é o conserto (aliança; pacto; testamento) que farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as minhas Leis no seu entendimento (mente), e em seu coração (espírito) as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.



Não existe transformação real de vida sem destruição das Fortalezas Inimigas e renovação da mente. De fato esta é à vontade de Deus para a vida de todo crente! O Pai deseja que seus filhos sejam semelhantes a ele em pensamento, atos, atitudes, costumes e caráter. É, preciso fazermos a nossa parte, ou seja, amar a palavra de Deus, nela meditar de dia e de noite, praticar a palavra de Deus. Só então começaremos a crescer, crescer... Tornando-nos a cada dia mais parecidos com o Pai. “Quando eu crescer vou querer ser igual ao Papai”. É preciso impregnar-mos nossas mentes com sua palavra, afim de que ela possa nos transformar, estabelecendo um novo padrão de pensamento à semelhança da mente de Cristo. Aleluia!

Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

As Bem-Aventuranças Refletem Cristo



Somos o que falamos. Vivemos o que pensamos. Refletimos a alma no que sonhamos. Jesus ao abençoar seus ouvintes, estava compartilhando com eles sua personalidade. Em cada bem-aventurança estava sua vida. Por isso, proclamou o que queria que seus discípulos desfrutassem no dia a dia e na eternidade. Há paradigmas que parecem errados, mas no Reino de Deus os mistérios vão se desenrolando gradativos para o espírito humano. 

1 – POBRES
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus.” Mt 5.3. A pobreza em referência não se trata de finanças, mas, em certo sentido, a pobreza de bens deste mundo foi a que Jesus Cristo viveu desde a infância. Jesus não tinha o dinheiro do imposto. Não tinha onde reclinar a cabeça. Multiplicou pães em vez de mandar comprá-los. O jumento foi emprestado. Ser pobre não é virtude e ser rico não é pecado. Pobre de espírito diz respeito à compreensão que se tem de necessitar da graça de Deus. Em meio à pobreza a fé brota mais fácil.

2 – CHORÕES
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” Mt 5.4. Jesus chorou. Ele sabia das dores que o sofrimento gera na alma. O profeta disse que Jesus seria homem de dores. Chorou pelos pecadores. “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,” Lc 19.41. O consolo veio a ele no Getsêmani por meio do anjo. Os discípulos permaneceram com o Mestre no jardim até ele ser preso. Mas na cruz, Jesus derramou suas lágrimas mais sentidas, mas resgatou o mundo com seu sacrifício.

3 – MANSOS
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” Mt 5.5. Jesus reivindicou para si o exemplo de mansidão. Sua ternura com os inimigos e pecadores foi de chamar a atenção. Ele não viera duelar com os poderosos, mas vencer o diabo. Sua brandura nunca foi igualada. Suportou ataques frios e covardes dos invejosos, mas continuou sua obra. Ouviu sobre a morte cruel de João Batista, mas manteve sua calma. No final de sua vida, ouviu: “Disse-lhe, então, Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti? E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o governador estava muito maravilhado.” Mt 27.13-14.

4 – FAMINTOS DE SEDE E JUSTIÇA
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” Mt 5.6. Jesus foi justo em suas pregações e respostas. Não agradou seguimentos no intuito de algum favor por receber. A fome e sede de justiça continuam para os escolhidos. Os homens nunca poderão preencher esse anelo da alma; só Deus o pode. Moisés tentou fazer justiça, mas não deu certo. Ele não está fazendo referência à justiça falha dos homens, mas a justiça excelsa e absoluta de Deus. A justiça que o dinheiro e a fama não influenciam.

5 – MISERICORDIOSOS
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” Mt 5.7. Jesus foi misericordioso com a pecadora, com Pedro, com o moço rico, com Maria Madalena, e até com os seus inimigos. Ordenou-nos a orar por eles. Perdoou seus algozes. Perdoou o ladrão condenado. Foi compassivo. Ao ver as ovelhas desgarradas, sentiu compaixão. Saiu à busca delas. Estender a mão ao fraco é próprio de quem ama. O salmista proclamou: “Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o Senhor o livrará no dia do mal.” Sl 41.1.

6 – LIMPOS DE CORAÇÃO
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Mt 5.8. Jesus viveu em santidade o tempo todo em que viveu na terra em meio aos pecadores. Não se achou engano nos seus lábios e nem maldade em seu coração. Ninguém pôde condená-lo por algo repreensível. O próprio Judas traidor disse: “Pequei traindo sangue inocente.” O maior desafio não é fazer milagres, mas viver em pureza de alma. Jesus disse: “E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” Jo 8.29. Mãos limpas. Caráter ilibado. Transparência mercantil. Vida cristã santa.

7 – PACIFICADORES
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” Mt 5.9. O profeta Isaías vaticinou o título Nobel de Cristo: Príncipe da Paz! Jesus viveu em paz. Proclamou a paz. Fez a paz entre Deus e os homens e entre nações que se agrediam entre si. Ensinou: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.” Lc 10.5. O Novo Testamento adverte: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hb 12.14. Ao se despedir dos discípulos disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Jo 14.27. O galardão está embutido em cada bem-aventurança.

8 – PERSEGUIDOS
“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus.” Mt 5.10. Ninguém foi mais perseguido do que o Mestre Jesus. Desde a notícia de seu nascimento as perseguições começaram. Só terminaram com sua morte. Leiamos: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece.” Jo 15.18-19. Ainda que os justos vivam sem incomodar os ímpios, eles não gostarão da presença dos servos de Deus em razão da vida santa que estes levam. “Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Aborreceram-me sem causa.” Jo 15.25.

9 – CALUNIADOS
“Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai- vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.” Mt 5.11-12. As testemunhas falsas apareceram no meio da multidão diante de Pôncio Pilatos. Asseguravam que Jesus se negara a pagar os impostos e que afirmara reedificar o templo em três dias ainda que este fosse derrubado. Calúnias. Injúrias. Difamação. Nabote bebeu a taça amarga delas. José do Egito foi encarcerado por vestígios fabricados. Um dia, a verdade trará à luz as obras dos homens. É o que Salomão previu: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Ec 12.13-14.


 As afirmativas benditas do Senhor, cheias de esperança, estão embasadas no amor. Aquele que for agraciado e buscar viver na dimensão predita terá o paraíso no coração. Terá o clima do céu, do amanhecer ao anoitecer. Mesmo nas situações mais contraditórias, o seguidor de Jesus Cristo caminhará sem desvanecer. As bem-aventuranças não são expressões bombásticas para conquistar a popularidade das massas, mas são caridosas que impõem responsabilidade. Somos o que falamos. Vivemos o que pensamos. Refletimos a alma no que sonhamos. Jesus ao abençoar seus ouvintes, estava compartilhando com eles sua personalidade. Em cada bem-aventurança estava sua vida. 

Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Regra-ligião.



Mateus 12:1-15 “Naquele tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes porque o Filho do homem até do sábado é Senhor. E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra.E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.Jesus, sabendo isso, retirou-se dali, e acompanharam-no grandes multidões, e ele curou a todas. ”

 “Regra-ligião” é uma palavra inventada para dar a idéia de que um relacionamento correto com Deus é obtido por meio da manutenção de regras. “Regra-ligião”, diz que temos de ganhar o favor e o amor de Deus pela nossa performance, obediência e boas ações: se seguimos as regras, vamos viver uma vida boa e Deus estará em nossa vida.

“Regra-ligião” está completamente em desacordo com as boas novas de Jesus Cristo.A Bíblia nos diz que a salvação é um dom gratuito. Não somos salvos por nossas obras. Somos salvos pela graça mediante a fé em Jesus. Jesus viveu uma vida perfeita e cumpriu a lei em nosso nome. Na cruz, Jesus tomou o nosso pecado e o castigo da morte que nós merecíamos. Então ele ressuscitou para nos dar a vida eterna. A verdadeira salvação  não é algo que ganhamos. Era uma coisa que Jesus fez por nós.
Em Mateus 12, Jesus interagiu com um grupo de fariseus que estavam tão presos em suas regras que estavam cegos ao fato de que o Filho de Deus estava de pé na frente deles. Mas eles não são os únicos legalistas “regra-ligião.”; Podemos ser vítimas da “regra-ligião” também.

Não deixe que a Lei tome o lugar do Legislador (versos 1-8)

 1. O capítulo começa com uma história: Jesus está andando com seus discípulos através de um campo de grãos. Os discípulos estão com fome. Então eles arrancam alguns grãos para mastigar. Imediatamente, os fariseus os atacam e os acusam  de fazer o que é ilegal no sábado.
Para os judeus, o sábado era o sétimo dia da semana. A Lei de Moisés designou o sábado como um dia santo. Neste dia, eles descansavam de seu trabalho. (Ver Êxodo 20:8-12, Deuteronômio 05:12, 15). O sábado foi separado pelo Senhor para ser um dia para se lembrar o quanto Deus os amava e como ele os havia resgatado da escravidão no Egito. Assim, o sábado foi um lembrete da relação especial que Deus tinha com o seu povo. Foi um momento para se aproximarem de Deus, para desfrutarem de Deus.

 2. Em sua obsessão com os detalhes de como manter melhor  a Lei, os fariseus  cegos mudaram a intenção original de Deus com relação a lei. Em seu afã de obter as regras certas, eles mesmos e seus seguidores ficaram sobrecarregados. Perdidos no meio de todas as suas normas e regras, perderam a consciência de que a Lei foi dada para atraí-los para o Senhor.

 3. Então, o que Jesus faz? Ele vai às Escrituras e começa a mostrar-lhes que as suas interpretações e aplicações da lei estão equivocadas. Ele lembra de uma história da vida de Davi (1 Samuel 21) e dos sacerdotes que serviam (“trabalho”) no templo no sábado. E em ambos os casos, ele está tentando mostrar-lhes que o Senhor foi quem deu a Lei e é quem tem o direito de interpretar a lei. Por quê? Jesus resume tudo no versículo 8 “Porque o Filho do Homem é Senhor do sábado”. Jesus tem autoridade para interpretar corretamente a lei. Ele tem prioridade sobre todo o resto.

 4. O erro dos fariseus é um erro que podemos facilmente cometer: permitir que a Lei se torne maior aos nossos olhos do que o Legislador. Em vez da Lei atrair para uma relação mais profunda em amor, permitir que a Lei apague aquele que deu a lei.

Não deixe que a letra da lei apague o coração da Lei (versículos 7, 9-14)

 No versículo 7, Jesus diz: “E se você soubesse o que isso significa: ‘Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado inocentes.” Citando Oséias, Jesus desafia os homens que interpretaram mal a intenção de Deus. O coração da lei de Deus é amar a Deus com todo o seu ser e amar ao próximo como a nós mesmos. O coração dos fariseus eram cegos a essas verdades.
 Vemos os dois grandes mandamentos ilustrados na cura do homem com a mão atrofiada. A única preocupação dos fariseus é pegar Jesus na desobediência. Os fariseus diziam: “Você não pode curar um homem no sábado porque a cura é um trabalho e você não pode trabalhar no sábado.” Eles não se perguntaram : “O que Deus sente no coração por esse homem? “A letra da lei é tudo o que vêem. Jesus aponta a hipocrisia, usando a história de uma ovelha precisando de resgate. Eles estão dispostos a quebrar a lei do sábado por uma ovelha e não por um homem? Eles não estão dispostos a enxergar que a cura de um homem feito à imagem de Deus, é muito mais importante do que as ovelhas. Em seguida, Jesus faz uma pergunta muito importante para que pensem, “Por isso, é lícito fazer o bem no sábado”.
Quando perdemos de vista o coração das leis de Deus – que é sempre o amor a Deus e aos outros – vamos começar a usar a lei para controlar e manipular os outros. Em vez de ser um meio de amar a Deus e amar os outros, a lei vai se tornar uma ferramenta para construir o nosso próprio pequeno reino do ego.
Depois que Jesus cura a mão do homem, os fariseus saem e começam a tramar como destruí-lo. A incrível duplicidade! Eles estão amarrados em nós sobre essa suposta infração de uma lei sábado. Mas seus corações estão cheios de malícia e ódio e estão tramando o assassinato, uma violação do sexto mandamento.
Não fazemos a mesma coisa? Podemos nos vestir bem do lado de fora e ser todo sorrisos na igreja, mas odiar o nosso irmão ou irmã no interior. Podemos ser fiéis ao dar o nosso dízimo e não ter generosidade para alguém em necessidade. E a lista poderia continuar…

 Como está a sua vida ?Com amor genuíno, sincero a Deus e ao próximo?
 Mateus 11: 28-30“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Não encontramos descanso quando nos firmamos nas regras.

1. Estes versos devem ser colocado no seu contexto. Em Mateus 11:28-30, Jesus está falando para as pessoas que estão trabalhando e que estão oprimidas sob o peso de uma abordagem baseada em regras para Deus. Ele está falando com as pessoas que se sentem esmagadas pelo jugo dos fariseus: regras em cima de regras. Nunca fazem o suficiente. Nunca se sentem bem o suficiente.

2. As histórias da abordagem dos fariseus para o sábado é uma ilustração do fardo pesado, o jugo pesado que a”regras- ligião” coloca nas pessoas. A mentira de uma abordagem baseada em que a obra de Deus é eu trabalhar duro o suficiente para me sentir seguro. Posso encontrar descanso no meu desempenho. Posso encontrar descanso para a minha alma em meu próprio esforço. Isso nunca funciona. Crescemos fracos. Nunca sabemos se estamos fazendo o suficiente. Falhamos. Haverá sempre alguém que estará nos fazendo sentir culpados porque não fizemos mais.

3. Mas Jesus vem até nós e se preocupa com cuidado e nos ama. Seguir a Jesus não é menos exigente ou difícil. Na verdade, seguir a Jesus pode envolver desistir de tudo, até mesmo da sua própria vida.

Trata-se de trabalho, esforço e obediência. Mas o seu jugo é diferente. É leve, porque não estamos obedecendo para ganhar a salvação. Estamos obedecendo porque Jesus já ganhou a nossa salvação. Seu jugo é leve, porque ele está carregando o peso com a gente. É leve, porque não estamos apenas obedecendo a uma regra, estamos caminhando com o nosso Salvador e amigo. Ele é o verdadeiro descanso sabático. Então, vamos colocar para baixo “regra-ligião”, corra para Jesus e assuma o Seu jugo cheio da graça.

 Você se encontra na “regra-ligião” ou está descansando em Jesus? Considere a seguinte lista:

• Você acha que Deus se esqueceu de você, virou as costas ou o acha inaceitável quando tem um dia ruim ?
• Se Deus lhe perguntasse: “Por que eu deveria responder a sua oração?” Você contaria todos os pecados não confessados, lembraria Deus dos momentos de silêncio consistentes ou diria as suas boas obras para com os outros?
• Ao ler a Bíblia, o que o seu coração percebe em primeiro lugar : as coisas que você precisa fazer ou a obras feitas pelo Salvador?
• O que você está mais consciente – das maneiras que você precisa para crescer ou quem você é em Cristo?
• Você acha que o perdão de Deus só entra em ação depois de chegar a um nível misterioso de remorso, o arrependimento ou sofrimento para o seu pecado?
• Você acha que ser conduzido pelo Espírito e confiar na sabedoria soberana de Deus não é tão atraente como ter um conjunto de regras que irão resolver todas as questões?
• Quando você ouve o ensinamento que inclui instrução prática, isso o tende a deixá-lo desanimado porque a sua lista de tarefas que já era esmagadora só aumentou?
• Você se sente desanimado ou condenado quando falha, comete um erro ou pecado?
• Você tende a ser crítica, perfeccionista, ou hipócrita?
• Você acha que é difícil se relacionar com outras pessoas que praticam de forma diferente de você  em questões não essenciais ou discutíveis? Suas convicções pessoais sobre assuntos controvertidos tendem a se tornar leis que todos devem seguir?

Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Vivendo a Plenitude de Deus

Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente.(Sl 16:11)

Primeiro devemos saber que plenitude é algo que significa algo feito, completo e perfeito. Isto quer dizer que na presença de Deus existe uma alegria plena, completa. E isso na Igreja de Deus não é diferente. Porém enquanto em muitos lugares alguns tem desfrutado de uma alegria plena, outros tem desfrutado de uma tristeza plena.
O que vai diferenciar entre uma e outra é o grau de intimidade com Deus que possuem. Embora , hoje, não haja um avivamento tão visível, estamos caminhando em um tempo onde as coisas serão manifestas, onde a peneira de Deus está sendo sacudida. Aqueles que buscão em Deus verão nítidamente e como nunca antes, quem realmente é de Deus e quem não é. Não digo mais ou menos próximos a Deus, mas se for usar uma analogia, veremos quem é lobo e quem é cordeiro na Igreja de Deus.
Será manifesto aqueles que não querem nada com Deus, pois estes não suportarão a sã doutrina.(2 Tm 4:3-4).
Também aqueles que são íntimos de Deus não suportarão mais a religiosidade. E isto vai desde um (pastor)ministro do evangelho até a ovelhas mais novas.
Creio que aqueles que tem desfrutado da plenitude de alegria em Deus nada é forçado, mas necessário. Já aqueles que não tem desfrutado disso,as coisas parecem ser forçadas e o próprio buscar a Deus acaba sendo algo enfadonho.
Gostaria de ressaltar que essa alegria não é um sentimento,apenas, mas é o resultado do teu sentimento e tuas atitudes para com Deus. Essa alegria referida vem de uma confiança em Deus. Essa alegria vem da paz que o Senhor dá, bem diferente da que o mundo dá, pois esta,excede todo entendimento, e guarda em Deus todo nosso coração e pensamento (Jo 14:27, Fp 4:7).
É por isso que muitos não possuem essa paz e acabam se perturbando. A paz de Deus guarda o nosso coração e nosso pensamento para com Ele. Aliás a palavra paz (shalom) vem da raiz “shalam”, que quer dizer: “ser completo, perfeito e pleno, ou seja, paz perfeita. Todo aquele que se achegar a Deus terá essa paz.
Mas para que tudo isso aconteça é preciso que você se achegue a Deus para que Ele se achegue a você com a plenitude de alegria. A palavra do Senhor diz: “Achegai-vos a Deus e Ele vos achegará a vós outros”. Aos inconstantes ele alerta: “Limpais as mãos e purificais os corações”. (Tg 4:8-9). Somente uma pessoa que se achega a presença de Deus com odre limpo e novo, poderá receber da plenitude da alegria de Deus.

O profeta Isaías diz: “A todos que tem sede, vinde as águas , comprai e comei sem preço, vinho e leite” (Is 55:1).
Antigamente o odre servia para colocar o vinho e o leite. Se o vinho novo fosse colocado em odre velho ele estouraria pela fermentação. Muitas vezes o vinho é derramado, mas a religiosidade impede que a alegria do Senhor transborde. Por isso que quando existe vinho novo em odre velho, ele “estoura”. O religioso não suporta o vinho novo, pois isto lhe parece loucura e este quer manter aparência.
Muitos hoje, tem se acostumado a tomar vinagre ao invés de vinho. Muitos tem acostumado a ser “aliviado” pela mistura de posca(vinagre e água) e nunca saberão o que é o vinho bom.
Hoje,da mesma forma, podemos chegar as águas vivas(Jesus) e desfrutar “de Graça” do vinho e leite. Podemos desfrutar do vinho que nos alegra e do leite que nos sustenta, quando nos achegamos a presença de Deus, limpos.
E o Senhor sempre derrama o vinho novo em nossas vidas(Jo 2:9-10). Quando Jesus fez seu primeiro milagre ele transformou as águas que estavam nas talhas em vinho. As talhas não eram de “costume” de colocar vinhos, mas as águas serviam para purificar (Jo 4:6).As talhas serviam para abluções (lavagens) também para santificar da imundícia o povo escolhido.
Jesus, além do milagre, estava dizendo, “Eu SOU o que santifico”, eu transformo e eu purifico com meu sangue e através disto haverá festa e alegria. E “sobre eles” eu derramarei o meu melhor vinho. (Joel 2:28).

Quando Jesus estava falando de odres velhos ele falava também da forma de religiosidade que exclui os que não são iguais. Jesus entrava na casa dos pecadores, mas não compactuava com seus pecados, pois sabia que Ele era o remédio. Jesus mesmo disse: “os sãos não necessitam de médicos, mas os doentes, eu não vim chamar os justos, mas os doentes” (Mt 9:12-13). Com Sua presença o Senhor derramava sobre os doentes e amargurados de espírito do seu vinho novo. (Pv 31:6-7). Derramava seu óleo santo sobre toda parte e curando a todos das feridas da alma.(At 10:38)Derramavam sobre aqueles que eram excluídos da sua plenitude de alegria. O Senhor e sua plenitude são para todos(Is 61:1).
Hoje mesmo o Senhor chama a todos para desfrutar da plenitude de alegria que é estar na casa Dele(Sl 122), de servir a Ele(Dt 28:4-7),de lembrar Dele(Nm 10:10) de nos alegrar nas vitórias Dele em nossas vidas(2 Cr 20:27). Essa alegria excede a tudo que temos (Sl 4:7),pois ela é a nossa força (Ne 8:10). O salmista Davi dizia que a alegria de sua alegria era ir ao altar de Deus. (Sl 43:4). Como é bom estar no altar do Senhor e desfrutar de sua presença. Aquele que se aproxima de Deus, com inteireza de coração receberá da plenitude da presença Dele.
Como resultado dessa presença se manifestarão no meio da igreja, não crentes mornos, mas agentes de justiça de Deus,voz da Verdade nessa terra. E estes receberão a unção que vem Dele, receberão do óleo da alegria. Receberão do renovo do Espírito que mudará a forma de agir e pensar em Deus. (Is 61:1-11)
Diz o salmista Davi:
Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.(Sl 45:7)
A palavra é bem clara, por você “amar a justiça” e “odiar a iniquidade” ,o Senhor te ungirá, te santificará e te capacitará mais que a teus companheiros. Mas isso, não esqueça, é resultado da presença Dele em sua vida. Quanto mais perto Dele, mais justo serás. Quanto mais perto Dele, mais intimidade terás. Quanto mais perto Dele, mais plenitude de alegria, mais plenitude da presença de Deus. Aqueles que se aproximam do Senhor recebem Ele e Dele , a recompensa de uma formosa herança (Sl 16:5-6; 128:1-6).
Busque Nele o Verdadeiro Óleo e busque Nele o Verdadeiro Vinho. Pois o Senhor Jesus é a Videira e a Oliveira verdadeira. (Jo 15:5;Rm 11:17). O Senhor é a Igreja.
Não se atente para os “defeitos” da noiva, pois ela está se ataviando ainda, mas olhe firmemente para o Noivo, que já está pronto.
O profeta Habacuque diz: Mesmo que não aja fruto na videira ainda que o fruto da oliveira minta, eu te louvarei.
De uma forma profética ele quis dizer que ainda que não haja alimento em minha casa, ainda que a videira e oliveira , ou seja, Israel (Igreja) se corrompa e não cresça, da mesma maneira eu me alegrarei em Ti e te louvarei. (Ha 3:16-17-18)

O SENHOR DÁ O BANQUETE COMPLETO
O Senhor dá o vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que fortalece o coração do homem.(Sl 104:15). Ele prepara uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. (Sl 23:5).A segunda parte do Salmos 16, Davi diz: “Em tua destra há delicias perpétuamente”.
Saiba meu amado, que estando na destra de Deus (JESUS) o banquete é completo. Em sua mesa não falta nada. Na mesa do REI não falta nada. E hoje ele te chama, Igreja, para Sua mesa, para termos comunhão com Ele e nos deliciarmos com Seu amor e com Sua alegria, não somente hoje, mas para sempre (Ct 2:4)

Então, noiva, não perca tempo !!!

Busque em Deus e receba da plenitude de alegria que Ele oferece a quem O busca “verdadeiramente”. (Jr 29:13)

Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Jesus é a verdade que liberta

"A Verdade vos Libertará"

(João 8:32)

O conceito da "verdade" vem desafiando a humanidade por milhares de anos. Filósofos da antiga Grécia debatiam a natureza da verdade. Eles discutiam se ela era real e absoluta, ou relativa e ilusória. Suas dúvidas podem ter sido refletidas numa questão de Pilatos: "Que é a verdade?" (João 18:38).

Hoje, a mesma pergunta surge continuamente em várias situações. É de vital importância que achamos a resposta para esta pergunta na área de religião. O que é verdadeiro? Posso conhecer a verdade?

Para ajudar-nos a responder a estas questões, vamos focalizar nossa atenção em um versículo do ensinamento de Jesus. Em João 8:32, ele disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Considere as implicações desta afirmação.

"A Verdade"

Os humanos podem andar em dúvida e incerteza, mas Jesus é inequívoco. Ele fala sobre a verdade como algo exato e objetivo. Em outra parte ele nos fala que a verdade é a palavra de Deus revelada. Quando ele falou com seu Pai (João 17:17), ele disse: "tua palavra é a verdade". Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre uma vaga abstração resultante de um intenso pensamento humano, meditação, lógica ou de um debate. Ele não definiu a verdade em termos subjetivos como uma coisa qualquer que as pessoas escolheriam acreditar. Jesus definiu a verdade como um fato revelado e eterno! A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar com isso, de eu aceitar e obedecer, ou rejeitar e contestar.

Outros que escreveram o Novo Testamento fizeram similares afirmações sobre a palavra de Deus, achada nas Escrituras. Em 2 Timóteo 3:16-17, Paulo disse: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." Paulo também disse que seu ensinamento não tinha palavras de sabedoria humana, e sim palavras reveladas pelo Espírito Santo (veja 1 Coríntios 2:9-13).

Deus revelou a verdade como certa e absoluta. Deus não nos deu meramente idéias subjetivas para serem moldadas de modo a se ajustarem às nossas situações. Ele não aprova distorções ou modificações das Escrituras para que se ajustem aos nossos caprichos. Deus certamente não nos deixou num mar de dúvidas onde nada podemos saber com certeza.

Devemos escolher como responder a esta revelação de Deus. Nós podemos obedecê-la ou rejeitá-la. Temos a liberdade de aceitar tudo o que Deus disse, ou somente as partes que nos interessam. Mas quando decidirmos como responder a ela, devemos lembrar de que nada o que fizermos irá mudar a veracidade de suas palavras. Aproximadamente três mil anos atrás o escritor de Salmos disse: "Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu" (Salmo 119:89).

"Conhecereis . . ."

Jesus não mostra a "verdade" como um objetivo ilusório e inatingível. Ele diz: "Conhecereis a verdade". Jesus plenamente ensinou que podemos e devemos conhecer a verdade. Podemos conhecer a verdade hoje do mesmo jeito que o povo de Beréia o fez no primeiro século: Eles procuraram por ela nas Escrituras (veja Atos 17:11). Podemos distinguir o certo do errado. Paulo instruiu os Tessalonicenses: "Julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22). Ainda hoje é verdade que a "lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos" (Salmo 119:105).

As pessoas que escreveram o Novo Testamento confidentemente declaram que é possível saber a verdade. Em Hebreus 10:26, o escritor fala das pessoas que tinham "recebido o pleno conhecimento da verdade". João falou com pessoas que receberam este conhecimento da verdade (1 João 2:21). Paulo condenou aqueles que estão "sempre aprendendo mas que jamais podem chegar ao conhecimento da verdade" (2 Timóteo 3:7). Por que receberam tão severa crítica? Porque eles fracassaram em aprender a verdade, resistindo assim a palavra de Deus. Eles não compreenderam a verdade porque assim não a quiseram (veja 2 Timóteo 3:8). Nós podemos saber a verdade.

". . . Vos Libertará"

Isto pode nos fazer pensar, talvéz até um ponto de medo, sobre a responsabilidade dada por Deus de conhecermos a verdade. Para prevenir que sejamos esmagados por esta provocante passagem, não devemos perder esta grande promessa anexada neste trecho. Jesus acrescentou: "A verdade vos libertará".

A liberdade é valorizada universalmente. Inúmeras pessoas têm sacrificado suas vidas esforçando-se para assegurarem sua própria liberdade política ou de outrem também. Verdadeiramente em todas as nações do mundo, o encarceramento é considerado como uma severa punição para aqueles que violam a lei. Tão valiosa quanto a liberdade pessoal e política, também é aquela que Jesus nos fala em João 8:32. Só que esta liberdade é até mais significativa. Nossos pecados nos levam a conseqüências de vínculos espirituais e mortais -- eterna separação de Deus. Jesus se ofereceu para nos libertar das conseqüências da nossa própria rebelião contra Deus!

Paulo nos lembrou deste benefício do evangelho em Romanos 1:16 ". . .é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego". Deus escolheu o uso de sua palavra, que é a verdadeira mensagem da Bíblia, para salvar-nos de nossos pecados.

Deus, contudo, não nos força a sermos libertos. Muitas pessoas são enganadas por Satanás e seus falsos mestres para que não possam discernir a liberdade do encarceramento (veja 2 Pedro 2:17-22). Infelizmente, muitas pessoas rejeitam a liberdade que Deus oferece e permanecem presas em seus próprios pecados. Jesus usou as palavras de um profeta do Velho Testamento, Isaías, para descrever a triste condição daqueles que não aceitam a liberdade divina: "Porque o coração deste povo está  endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados" (Mateus 13:15).

Muitas pessoas consideram a verdade incerta, mas Deus claramente revelou a verdade para que nós possamos conhecê-la. Muitas pessoas acreditam que os sentimentos subjetivos, aqueles que julgamos serem corretos, são os mesmos que os salvarão, mas Deus uniu a salvação com a sua objetiva verdade. Quando nós aprendemos e obedecemos a verdade revelada na palavra de Deus, podemos estar certos da nossa salvação. João nos falou do nosso relacionamento com Deus quando ele disse: "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está  a verdade" (1 João 2:3-4).

Deus nos providenciou a confiança e a segurança para estarmos aptos a conhecer a verdade. O mesmo Deus que nos criou e nos deu a habilidade de nos comunicar, tem também a habilidade de transmitir sua vontade para conosco de modo que possamos entendê-la. Devemos humildemente aceitar a responsabilidade de estudar, entender e obedecer sua revelação.

Num mundo desordenado pela dúvida e pela confusão religiosa, nós podemos achar esperança nas palavras de Jesus: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio.

sábado, 23 de março de 2013

Geração que conquista

Fazemos parte da Geração Josué e Calebe, geração que entra em Canaã. Mas, que é entrar em Canaã? Entrar em Canaã é ter a consciência de que, para atingirmos tal passo, devemos arrancar de nossas vidas todos os gigantes.

Calebe, cujo nome significa homem de faro, foi um homem de coração temente e voltado a Deus, é que diz Números 13:30. Ele sentia de longe as artimanhas do inimigo, porque possuía um coração contrito ao Deus da promessa. Ele tinha a percepção aguçada, era um homem de espírito diferente.

Quando temos comunhão com Deus possuímos um espírito diferente, somos capazes de conquistar a Terra, de passar pelos problemas sem que os problemas nos vençam, porque mais forte é o que em nós do que o que está no mundo.

Números 14:36-38 
Calebe e Josué foram os únicos a voltar com as boas notícias acerca do país que iriam habitar. Calebe e Josué deram um relatório fiel, encorajador diante dos homens. 
Calebe e Josué perseveraram na fé, que era maior do que o temor, do que os gigantes que habitavam Canaã. Eles viram como difícil era entrar na terra, mas que iriam conquistar 

Josué 14:6-15
Um homem não deixa de ser guerreiro quando envelhece, mas, quando perde seus sonhos, a sua visão. Não é por ser idoso que alguém não vai conquistar as batalhas, nem vencer a guerra.
Com a idade de 85 anos, reivindicou essa promessa. Apesar da idade, ele ainda tinha a força de um jovem.
Se você deixar seus sonhos morrerem, jamais será um vencedor. Seja como Calebe, ousado e determinado. Idade não é empecilho. O Salmo 22:12-14 diz que o justo florescerá como a palmeira, e ainda na velhice dará o seu fruto.

1. Possuía fé e visão – Te faz desfrutar do sobrenatural de Deus
Em Números 14:7-9 vemos como ele era ousado. Ele proferiu para o povo que, se eles não fossem rebeldes contra o Senhor e não temessem, iriam destruir os gigantes como se come pão. Iriam rasgar os inimigos nos dentes.

2. Andava em obediência – Não ficou parado – Teve uma Atitude
Por isso, atraiu a glória de Deus para si. Se você quer atrair essa glória, faça como Calebe, ande em obediência.

3. Perseverou até o fim - 
Quando temos um sonho, não recuamos diante de nenhuma situação adversa. Pelo contrário, avançamos para vencer os desafios, ainda que sejam como gigantes encontrados na terra que Deus já nos deu. Não podemos ter relatórios incrédulos. 


4. Josué e Calebe tinham unidade – Um só pensamento – Um só coração
Josué e Calebe eram UM. Os outros 10 espias, apesar de estarem com os dois, de terem saído no mesmo momento e investigado a mesma terra, eram incrédulos. Calebe os confrontou, dizendo que Deus iria lhes entregar Canaã, mas os 10 insistiram que era impossível.


ISAÍAS 43:18
Não fique preso ao passado, lembrando dos relatórios daquele tempo. Muitos não conseguem desfrutar da libertação no presente, ainda estão com a mente e emoções acostumadas às prisões do passado.

Não desista! Conquiste! Você é um vencedor...

Não deixe que mundo trague você! Cada dia Conquiste! Tenha um relatório de fé, firmeza, vigor, força e prove das bençãos de Deus, viva os sonhos de Deus. Deixamos de desfrutar o mais de Deus quando falamos palavras vãs, torpes, negativas. Para chegarmos a Canaã, temos que passar pelo deserto, mas, isso não quer dizer que tenhamos que ficar 40 anos nele, nem morrer lá. 

Creia que as promessas de Deus vão se cumprir na sua vida...
NÚMEROS 23:19 – Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, deixa de cumprir?


Deus abençoe vocês.

Missionária Jussara Torchio

 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Na cova com leões para a glória de Deus


Daniel 6:1: “Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino;”
Daniel 6:2: “e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano.”
Daniel 6:3: “Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino.”
Dario reorganizou o governo na forma de república, fazendo dele o mais democrático de todos os reinos da Antiguidade. Cento e vinte sátrapas (governadores) eram subordinados a três presidentes, ou primeiros-ministros. Cada um desses presidentes, um dos quais era Daniel, tinha 40 príncipes a ele subordinados. O problema começou quando Dario fez de Daniel o chefe dos presidentes, o que suscitou a inimizade dos outros dois.
Altos cargos no governo não eram novidade para Daniel. Ele foi posto na corte de Nabucodonosor quando ainda era bastante jovem, tendo alcançado elevadas posições, as quais ele manteve durante a maior parte das dinastias babilônicas e persas.
É interessante notar que Dario aproveitou um homem de influência política do governo anterior. Por trás de tudo, naturalmente, estava Deus.
Daniel 6:4: “Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa.”
Vemos aqui outra manifestação do primeiro pecado de Lúcifer no Céu, quando desejou uma posição que não era sua. Satanás não pode ver a prosperidade de um filho de Deus, sem procurar destruí-lo.
A inveja ardia no coração dos colegas babilônios de Daniel. Estavam decididos a derrubá-lo, e passaram a observar cada movimento dele, na esperança de encontrar algo que desacreditasse sua autoridade. No entanto, não conseguiam encontrar “falta alguma em Daniel”.
Daniel 6:5: “Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.”
Quando não conseguiram encontrar nada no caráter nem nas atividades profissionais de Daniel, que pudessem usar para desacreditá-lo diante do rei, os governadores se voltaram para a religião dele. Sendo que não havia conflito aparente entre a sua vida religiosa e o cumprimento dos deveres, eles tiveram que inventar um. Os hábitos religiosos de Daniel eram bem conhecidos: ele era um homem de oração. Esse foi então o ponto em que decidiram atacá-lo.
Daniel 6:6: “Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente!”
Daniel 6:7: “Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.”
Daniel 6:8: “Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.”
Daniel 6:9: “Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito.”
Os presidentes e os governadores pediram uma audiência urgente com o rei e disseram: “Todos os presidentes do reino se reuniram e resolveram que não adoraremos outro deus, ou a qualquer homem, a não ser a ti, ó rei!” Porém, Daniel não havia sido consultado, pois se tratava de um complô contra ele.
No império medo-persa, quando uma lei era aprovada, nem mesmo o rei tinha poderes para revogá-la. A lei era o mestre, e uma vez assinada, todos deviam segui-la. Por essa razão, os inimigos de Daniel foram ao rei e propuseram que ele editasse uma lei proibindo a adoração de qualquer outro que não fosse ele mesmo, o rei.
Podia parecer estranho que um rei pudesse emitir um decreto mediante o qual todas as pessoas devessem orar tão-somente a ele durante 30 dias, mas em tempos antigos os reis eram freqüentemente tratados como deuses. Esse decreto particular pode até mesmo ter parecido razoável a muitas pessoas, pois foi interpretado como uma espécie de teste de lealdade, designado como forma de unir a todos sob o novo líder.
Daniel 6:10: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.”
Ao tomar conhecimento do decreto, logo Daniel viu que não era a honra do rei que estava sendo defendida ou exaltada; percebeu as más intenções dos seus companheiros ao querer destruí-lo; mas nem por isso se atemorizou.
Daniel jamais permitiria que a fidelidade a Dario interrompesse seu relacionamento com Deus. Daniel sabia que Deus tinha estado com ele durante 70 anos no Império Babilônico. Tinha plena consciência e certeza de que Deus lhe tinha dado capacidades para servi-lo, quando ainda adolescente. Sabia também que havia sido Deus que o ajudara a passar nos testes diante do rei Nabucodonosor, e que lhe dera inteligência, conhecimento e capacidade.
Ele sabia que fora Deus quem lhe dera a interpretação do sonho do rei. Tomara conhecimento do livramento de seus amigos Sadraque, Mesaque e Abedenego da fornalha ardente. Daniel sabia que fora Deus que o ajudara a manter o reino unido por sete anos, enquanto Nabucodonosor estava sob a ação da terrível insanidade licantrópica, comendo grama como um bovino. Ele sabia que tinha sido Deus quem o fizera interpretar o sonho do juízo e aquela grande árvore no capítulo 4 de Daniel. Estava plenamente convicto de que havia sido Deus que lhe permitira interpretar a escrita na parede e quem o tinha posto como primeiro presidente no reino medo-persa. Tinha certeza de que Deus estaria com ele nos momentos cruciais que enfrentaria. Sua fé não vacilaria agora, pois ele fazia de Deus a fonte de sua força e energia.
As janelas do seu quarto eram abertas na direção de Jerusalém e, ao ajoelhar-se, Daniel virava o rosto naquela direção. Os conspiradores conheciam bem os hábitos de Daniel e não tiveram dificuldade em vê-lo orando, em atitude de direta violação à ordem do rei.
Se quisesse, Daniel poderia ter deixado de orar pelo curto período do decreto. Afinal, 30 dias passam rápido. Ele poderia até orar secretamente. Ele poderia fechar as janelas. Não necessitaria ajoelhar-se para orar. Ele poderia orar na cama, em silêncio, sem que ninguém soubesse. Mas não! Daniel estava em uma terra pagã, onde a religião vigente era a idolatria. Sentiu que era sua incumbência demonstrar mais uma vez o poder do seu Deus. Sentiu que precisava mais uma vez testemunhar. Não seriam as conspirações de seus inimigos que mudariam seu relacionamento com Deus. É preciso compreender como a nossa fidelidade a Deus pode afetar e influenciar a vida dos outros.
O fato de que Daniel se dispusesse a orar sob aquelas circunstâncias já é digno de nota. O que mais impressiona, porém, é que ele “dava graças”. Mesmo tendo diante de si a perspectiva da cova dos leões, Daniel dava graças. Pense no que isso significa. Daniel conhecia as promessas de Deus. “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1). “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra” (Salmo 34:7).
Aos 85 anos de idade, aproximadamente, Daniel ora para que Deus o ajude a enfrentar a cova dos leões, tal como o ajudou nas outras ocasiões de sua vida, e ora para que, por intermédio da sua fidelidade em momento de risco de vida, o rei Dario fosse levado a aceitar o Senhor.
Quando iniciamos a oração dando graças a Deus, nossa fé é reforçada e os problemas que serão apresentados nos parecerão passíveis de solução. Desse modo, estaremos em condições de orar com fé, e não em dúvida. Deus ouve a oração de fé.
Daniel 6:11: “Então, aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus,”
Daniel 6:12: “se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: Não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.”
Daniel 6:13: “Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não faz caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes por dia, faz a sua oração.”
Os acusadores fingiram desapontamento. Aparentavam-se chocados pelo fato de o “mal-agradecido, exilado e judeu” mostrar tanta deslealdade para com o rei. A verdade é que Daniel era mais leal ao rei do que qualquer um deles. Tinha mais respeito pelo rei do que todos eles.
Daniel 6:14: “Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr-do-sol, se empenhou por salvá-lo.”
Somente agora Dario compreendeu a razão do decreto. Mas nada podia fazer após tê-lo assinado. A lei dizia que nem mesmo o rei podia modificá-la, e se ele o fizesse, seria deposto. Mesmo assim o rei trabalhou até o sol se pôr, tentando encontrar uma maneira de salvar a vida de Daniel. Mas havia um obstáculo jurídico irremovível. Por causa da pressa em assinar o decreto, Dario havia caído na cova que ele mesmo cavara. Seus bajuladores o fizeram de tolo. Em vez de ser deus por um mês, estava sendo marionete por um dia.
Daniel 6:15: “Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar.”
Aqueles homens sabiam que o rei pretendia livrar Daniel daquela situação. Mas, pelo fato do rei estar legalmente impedido de voltar atrás em seu decreto, havia apenas uma única chance de Daniel escapar da morte: somente se voltasse atrás e obedecesse ao decreto. Entretanto, todos sabiam que não havia a menor possibilidade disso acontecer. Não porque fosse arrogante, mas porque havia um princípio em jogo. E Daniel não era homem de ceder quando se tratava de um princípio.
Daniel 6:16: “Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre.”
Daniel 6:17: “Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.”
Daniel 6:18: “Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.”
Por todos os relatos, Daniel é um dos poucos personagens sobre quem a Bíblia não registra nada de negativo. Mas isso não o livrou da cova dos leões. Deus permitiu que homens ímpios chegassem a realizar o seu propósito; mas isso foi para que pudesse tornar o livramento do Seu servo mais marcante e tornar ainda mais visível a derrota dos inimigos da justiça.
Após determinar que Daniel fosse jogado vivo na cova dos leões, o rei Dario foi para casa naquela noite com a consciência pesada, porque sabia que não houvera sido justo com o seu fiel servidor. A Bíblia diz que ele não conseguiu se alimentar, não quis ouvir música, como de costume, e perdeu o sono. Estava em seu magnífico palácio e não conseguia dormir.
Naquele momento, Daniel estava numa cova escura e imunda. Com a cabeça recostada sobre uma pedra, ele adormece tranqüilo. O rei, por sua vez, não conseguia dormir nem um minuto. Isso nos ensina que não é a casa em que vivemos que nos permite dormir sossegados. É a paz concedida por Deus que nos faz dormir. A paz é algo interior.
Alguns imaginam que obtendo bens materiais, alcançarão segurança e paz. Mas a verdadeira paz é concedida por Deus. Não surpreende que Daniel, apesar de lançado cruelmente numa cova de leões, tenha sentido a paz de Deus no coração e nada temeu, porque sabia que havia agido honestamente. O rei, contudo, apesar de habitar num belíssimo palácio, gozando de toda segurança, conforto e luxo, não podia dormir.
Quando se conhece a Deus, Ele proporciona paz ao coração. Ele nos capacita a enfrentar as situações difíceis da vida com confiança. Se a nossa paz não depende do que está acontecendo ao redor, mas do que sucede em nosso coração; se o reino de Deus está bem arraigado no íntimo e Jesus vive dentro de nós, então, somente então, sentiremos a verdadeira paz.
Daniel 6:19: “Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões.”
Daniel 6:20: “Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”
Daniel 6:21: “Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente!”
Daniel 6:22: “O meu Deus enviou o Seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dEle; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.”
Daniel 6:23: “Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.”
Os inimigos de Daniel ficaram alegres quando o viram ser lançado na cova dos leões. E o rei se entristeceu muito por isso. Porém, no dia seguinte pela manhã, ao sair da cova vivo sem um arranhão sequer, Daniel e o rei se alegraram, enquanto a alegria dos inimigos se transformou em terror.
A parte realmente importante na história de Daniel não é o livramento. Mesmo se os leões houvessem retalhado o seu corpo, ainda assim ele teria triunfado. Deus não livrou João Batista, Estevão e tantos outros. Milhares de cristãos morreram como mártires. Nem sempre a vitória é completa nesta vida, mas a promessa de Deus é de vitória para a vida eterna.
Daniel 6:24: “Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.”
A morte dos familiares dos conspiradores pode parecer um ato bárbaro da parte do rei. Mas é preciso compreender que, com freqüência, ataques injustos aos fiéis seguidores de Deus têm trazido ruína e destruição aos seus autores. Esses acabam recebendo o destino cruel que haviam planejado (Gl 6:7).
Vimos no capítulo anterior que Belsazar foi condenado com justiça, pelo fato de que ele decidira pecar mesmo sabendo tudo a respeito da experiência de Nabucodonosor. Os homens que tentaram liquidar Daniel assim procederam mesmo sabendo de sua inocência. À semelhança de Belsazar – e de tantas outras pessoas que vivem nos dias de hoje – esses homens “não acolheram o amor da verdade” (2Ts 2:10).
Daniel 6:25: “Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada!”
Daniel 6:26: “Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o Seu domínio não terá fim.”
Daniel 6:27: “Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; foi Ele quem livrou a Daniel do poder dos leões.”
Daniel 6:28: “Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa.”
Como Nabucodonosor, Dario ficou tão impressionado com o triunfo de Daniel, que fez um testemunho público para todo o mundo. A vida de Daniel é uma lição de que Deus pode nos livrar, qualquer que seja a circunstância. Nosso Deus é o Deus dos impossíveis e a vitória ao lado dEle é certa. A vida eterna está ao alcance de todo aquele que crer em Cristo como Salvador e Senhor de sua vida.
Quando os leões da vida, ou os leões da tentação, da depressão, do ressentimento, o(a) estiverem amedrontando, não tema, confie, sinta paz em seu coração. Deus é o maior domador de leões. Talvez você esteja se sentindo no fundo da cova, cercado por feras famintas. Erga os olhos para o alto e confie em Deus.

Deus abençoe vocês.
Missionária Jussara Torchio.
Música: Não temas.